[ PT ]


Olá, meus heróis!


Um novo mês pede uma nova história de vida, um novo herói, e eu estou cá para conceder esse desejo.

Este fevereiro trago-vos alguém que, desde que a "apanhei" no Instagram, me fez confrontar verdades duras e difíceis de encarar - sobre mim mesma e sobre o que me rodeia. É alguém que me desafia, todos os dias, a olhar para o espelho e encontrar uma parte do meu discurso que possa melhorar. É alguém, também, que por vezes me intimida (não digo isto com uma conotação negativa), por ter um à vontade brutal em pôr, na ribalta, realidades que, por vias de conformismo e privilégio, tantas vezes nos passam ao lado. Coisas do mais básico que há - o que é ainda mais avassalador. Preparem-se, vamos desconstruir um bocadinho o mundo à nossa volta.


Apresento-vos a Caly, a minha segunda heroína do mês deste ano! Inspirada na Catarina Oliveira (também conhecida por "Espécie rara sobre rodas") e na sua poderosa voz. A Catarina é uma mulher cuja vida mudou há uns anos, mas que se recusa a permitir que o que lhe aconteceu a mude a ela.


Um pouco de contexto: encontrei a Catarina no Instagram (como costuma já acontecer). Não sei como a encontrei, nem quando exatamente. Sei que não tinha metade da influência que tem hoje (adoro ver páginas e pessoas a crescer), e que o que me agarrou foram os seus vídeos sobre a falta de acessibilidade do mundo em que vivemos. Tem uma maneira magnífica de conjugar um tom sério com uma apresentação humorística dos problemas com que se depara, todos os dias, por, em vez de andar, deslizar por aí - a Catarina desloca-se com a ajuda da sua cadeira de rodas. Passa-me inúmeras vezes pela cabeça um vídeo que postou uma vez, numa casa de banho dita adaptada, em que tem que fazer uma manobra com a cadeira de rodas (um cavalinho, vá), para poder abrir um caixote do lixo de pedal... Mas já lá vamos.


A Catarina nasceu no Porto e está a terminar a sua formação para ser nutricionista. É uma mulher cuja alegria é altamente contagiante - a sério, garanto-vos que saberá como vos fazer rir e sorrir nos dias mais difíceis. Tem uma relação muito saudável com o desporto - reconhece a sua importância, tendo jogado voleibol (razão pela qual tivemos um momento de cumplicidade baseado nas saudades de jogar) e praticando, agora, crossfit. Antes do confinamento, em conjunto com uma amiga, era também DJ (chegou a passar música na Casa do Livro e na Casa da Música, no Porto). Diz ter a sua saúde mental "em dia", o que é maravilhoso e é talvez a razão pela qual ela tem a força que precisa para, dia após dia, nos relembrar que a luta contra o capacitismo e a favor da inclusão é um processo e não uma corrida. A sua energia é daquelas que nos fazem levantar da cadeira com vontade, prontos para entrar em ação (mesmo quando não temos que fazer nada, não importa, sentimo-nos prontos). É embaixadora da Associação Salvador - uma organização que promove a igualdade de direitos e a inclusão dos membros da nossa sociedade que têm uma deficiência motora, enaltecendo os seus talentos e lutando pela igualdade de oportunidades, e, claro... A Catarina é também uma heroína.


Mafalda: O capacitismo é, talvez, a palavra que mais utilizas quando comunicas com o teu público. Quando é que te apercebeste que era algo que precisamos de desconstruir e que nos toca a todos (absolutamente todos)?

Catarina: Sim, de facto o capacacitismo - a discriminação da pessoa com deficiência - é algo que falo recorrentemente nas minhas redes sociais e na minha vida. Apercebi-me da importância do capacitismo precisamente quando ouvi falar dele pela primeira vez, na internet. O conceito chamou-me logo à atenção porque parecia um retrato da minha vida desde que eu me tornei uma pessoa com deficiência. Este conceito tem tantas camadas e quantas mais camadas eu descobria, quanto mais eu estudava, mais eu entendia como o capacitismo estava à minha volta e até dentro de mim. Acho que talvez tenha sido aí que me apercebi da importância de nos reconhecermos como capacitistas e da necessidade de começarmos a trabalhar na sua desconstrução.

Tenho a Catarina no meu radar desde que dei de caras com os seus vídeos, mas a verdade é que evitei perguntar-lhe se aceitaria que lhe prestasse esta homenagem até hoje porque quis ter a certeza que a maneira como eu a vejo ser heroína não iria acabar por lhe trazer desconforto e contribuir para a marginalizar. Digo isto porque eu sei que a palavra "herói" pode ser utilizada para atribuir qualidades menos positivas a alguém. Quero evitar, a todo o custo, que quando me ouvem chamar alguém de herói, pensem que lhes estou a pôr uma bandeira de "coitadinho" na mão. Não é o caso, nem pouco mais ou menos. Para mim, um herói é alguém que tem uma história para contar. História essa que, no final do dia, se partilhada, possa ajudar pelo menos uma pessoa que se sinta ouvida. É alguém que sacrificou algo, que luta com algo, que vence e que perde. É alguém que compreende os altos e os baixos da vida e que, até ao final (seja ele qual e quando for), lutou por algo melhor - nem que seja ele próprio. E é assim que eu vejo a Catarina: não me ouvirão dizer que não vejo a sua cadeira de rodas (por favor, reconheçam-na, está lá e faz parte), mas ouvir-me-ão dizer que a sua voz, a maneira como luta para destruir estigmas e fazer notar a falta de representatividade que existe da PCD (Pessoa Com Deficiência) em múltiplos campos da nossa sociedade, faz dela, para mim, uma heroína.


M: Onde sentiste que seres, agora, uma pessoa com deficiência teve maior impacto na tua vida?

C: Bom , a nível de impacto vou ter que distinguir o impacto negativo e positivo porque por muito positiva e optimista que seja e, por muito que tenha genuinamente reagido bem ao que me aconteceu, ser agora uma pessoa com deficiência teve também algum impacto negativo. O impacto negativo não tem a ver necessariamente com o facto de eu ser uma pessoa com deficiência mas sim com a forma como a sociedade encara, recebe, percepciona e entende a pessoa com deficiência. O olhar das pessoas é capacitista, a atitude é capacitista, a falta de acessibilidade é capacitista, a falta de inclusão e equidade é capacitista, etc. Todos estes fatores têm de facto um impacto negativo na minha vida porque me diminuem, marginalizam, estigmatizam.


No entanto, o impacto positivo, que decorre muitas vezes do negativo, também existe e é exponencialmente superior. A forma como hoje percepciono o mundo é diferente, estou alerta para assuntos que não estava, conheci pessoas incriveis, posso trabalhar com pessoas incriveis, sinto que tenho uma mensagem anticapacitista para levar para as pessoas que me rodeiam. Costumo dizer que a única coisa que o pós cadeira me tirou foi mesmo a capacidade de andar, porque ganhei muito quando me tornei uma pessoa com deficiência, por incrível que isso possa parecer.


Generalizar é um erro, como em todos os casos. A Catarina é a Catarina e, ainda que a sua mensagem seja abraçada por tantos, haverá sempre alguém que não se identifica com o que diz. E não faz mal. Todos temos direito a pensar como pensamos, a ter a opinião que temos. Pessoalmente, já me senti atacada com coisas que disse (é a verdade, sabem que não vos minto). Coisas que, na altura não assentaram bem, mas que claramente estava a precisar de ouvir - os muitos significados da palavra "herói" e como pode ser incapacitante é uma delas. Outra coisa que me incomodou seriamente, foi sentir que andei a encolher os ombros perante coisas tão simples como ter uma rampa em todos os lances de escadas de modo a ser possível aceder a edifícios durante toda a minha vida. I mean... É uma rampa. E isso só abriu uma caixa sem fundo, porque se começamos nas rampas, passamos pelas acomodações adaptadas (que muitas vezes não o são de todo) e acabamos na escassa presença de PCDs nos media, publicidade e entretenimento de grande ecrã (para não falar na contratação de pessoas sem deficiência para fazer papéis de PCDs). Enfim, podia continuar... Mas não será então, por tudo isto, mesmo necessário, ouvir o que a Catarina e tantas outras PCDs têm para nos dizer? Incluí-las na conversa e dar-lhes, finalmente, um lugar sentados à mesa?

M: Se eu te conseguir convencer que, para mim, és uma heroína, conseguir-me-ias dizer porquê? Porque dirias que és uma heroína?

C: Ahahah, bom convencer, convencer é difícil. Acho que se eu sou uma heroína então somos todos. Diria que sou uma heroína se vos conseguir convencer que não sou uma heroína, uma guerreira por ser uma pessoa com deficiência. Tu para mim és uma heroína por fazeres o teu trabalho lindíssimo e eu poderei ser uma heroína para ti pelo mesmo motivo. Todos nós nos inspiramos em pessoas sejam elas com ou sem deficiência. O que não queremos, nós pessoas com deficiência (não falando por todas obviamente) é sermos cunhados de heróis e guerreiros por fazermos as coisas do dia a dia: trabalhar , conduzir, fazer desporto, namorar, cuidar da família, etc. Porque aí reside o capacitismo.


Concluindo, só diria que sou uma heroína se vos tiver conseguido fazer pensar sobre este assunto, o capacitismo. Se vos tiver conseguido fazer refletir sobre a discriminação e o preconceito que está dentro de todos nós quando o assunto é : pessoa com deficiência. Gostava de ser a heroína das micro revoluções. Micro revoluções? Sim. As minhas palavras aqui são a minha micro revolução. E a minha esperança é que levem estas palavras e esta reflexão para dentro de vossas casas, do vosso trabalho, das vossas escolas e façam a vossa micro revolução.

A Catarina dá-me uma dose de realidade todos os dias; abre-me os olhos constantemente. E eu sei que, agora que a conheço e que sei que posso contar com ela para me dar um abanão quando, se calhar, mais ninguém na minha vida mo daria, tenho a perfeita noção que nunca mais sairei de casa sem reparar decentemente em tudo o que se passa à minha volta.

E foi assim que vos trouxe alguém de quem tive, pela primeira vez, receio de como interpretasse o facto de querer homenageá-la como heroína do mês. Todos os dias aprendo, heróis. E nem é uma questão do politicamente correto - um tema polémico para outra altura, é mesmo um reforço na ideia de que um herói pode assumir muitas formas e feitios. Um herói não é um herói sempre pelo mesmo motivo, porque se assim fosse, o que nos torna únicos e nos dá valor seria descartado - e não é isso que eu pretendo com este projeto. Espero que tenham gostado de conhecer a minha Caly, e que ela vos traga risos e lições da mesma maneira que me traz a mim.

Até breve, heróis!





Links úteis:

— Instagram da Catarina: https://www.instagram.com/especierarasobrerodas/

— "Olhar à primeira vista", Catarina Oliveira, TEDxMatosinhos: https://www.youtube.com/watch?v=yNQkVW_QmlA&feature=youtu.be

— Associação Salvador: https://www.associacaosalvador.com/





[ EN ]


Hello, my heroes!


A new month calls for a new life story, a new hero, and I'm here to grant that wish.


This February I'm bringing you someone who, ever since I found her on Instagram, made me face tough and complex truths - both about myself and my surroundings. She's someone who challenges me, every day, to look in the mirror and find a part of my speech that can be improved. She's also someone who sometimes intimidates me (not in a bad negative way), because she has a brutal will to put in the spotlight realities that, by means of conformism and privilege, we so often pass by. I'm talking even of the most basic of things - which makes everything more overwhelming. Get ready heroes, we're about to deconstruct the world around us a bit.


Meet Caly, my second hero of the month in 2021, inspired by Catarina Oliveira (also known as "Rare breed on wheels") and her powerful voice. Catarina is a woman whose life changed a few years ago, but who refuses to allow what happened to her to change her.


Some context: I found Catarina on Instagram (as I now usually do). I don't know how I found her, or when exactly. I do know, though, that she didn't have half the influence she has today (I love to see people growing), and that what stuck with me were her videos about the lack of accessibility of the world we live in. She has a wonderful way of combining a serious tone with a humorous presentation of the problems she faces, every day, because, instead of walking, she slides around - Catarina needs the help of her wheelchair to move around. A video she posted once, in a so-called handicap accessible bathroom, goes through my head countless times, in which she had to do a manoeuvre with her wheelchair (a little wheelie, let's say), in order to open a pedal trash can... But we'll get to that.


Catarina was born in Oporto and is finishing her training to become a nutritionist. She's a woman whose joy is highly contagious - seriously, I assure you that she will know how to make you laugh and smile even in the most difficult of days. She has a very healthy relationship with sports - she recognises their importance, having played volleyball (which is why we had a moment based on longing to play) and now practicing CrossFit. Before confinement, together with a friend, she was also a DJ (she even played music at Casa do Livro and Casa da Música, in Oporto). She says she has her mental health "on check", which is wonderful and is perhaps the reason why she has the strength she needs to, day after day, remind us that the fight against empowerment and in favor of inclusion is a process and not a race. Her energy is one of those that make us get up from our chairs ready to take action (even when we don't know exactly what to do, that doesn't matter, we feel ready). She's also an ambassador for the Salvador Association - an organisation that promotes equal rights and the inclusion of members of our society who have a motor disabilities, extolling their talents and fighting for equal opportunities, and, of course... Catarina is also a hero.




Mafalda: Ableism is, perhaps, the word that you use the most when communicating with your audience. When did you realize that it was something that we need to deconstruct and that touches us all (absolutely all of us)?


Catarina: Yes, in fact, empowerment - discrimination against people with disabilities - is something I talk about repeatedly in my social media and in my life. I realised the importance of ableism precisely when I first heard about it, on the internet. The concept immediately caught my attention because it looked like a picture of my life since I became a person with a disability. This concept has so many layers and the more layers I discovered, the more I studied, the more I understood how ableism was around me and even within me. I think that maybe that was when I realised the importance of recognising ourselves as ableists and the need to start working on their deconstruction.




I've had Catarina on my radar since I came face to face with her videos, but the truth is that I've avoided asking her if she would accept that I'd pay this tribute to her today because I wanted to make sure that the way I see her as a hero would not end up bringing her discomfort and contributing to marginalising her. I say this because I know that the word "hero" can be used to attribute less positive qualities to someone. I want to avoid, at all costs, that when you hear me call someone a hero, you think I'm putting a "poor thing" flag in their hand. It's not the case, not in the slightest. For me, a hero is someone who has a story to tell. A story that, at the end of the day, if shared, can help at least one person who feels heard. It's someone who sacrificed something, who fights something, someone who wins and someone who loses. It's someone who understands the ups and downs of life and who, until the end (whatever it is and whenever it is), fought for something better - even if it comes down to bettering themselves. And this is how I see Catarina: you won't hear me say that I don't see her wheelchair (please recognise it, it's there and it's a part of her life), but you will hear me say that her voice, the way she fights to destroy stigmas and to point out the lack of representativeness that exists of the PWD (Person/People With Disability/Disabilities) in multiple fields of our society, it makes her a hero.




M: Where did you feel that being, now, a person with a disability had a greater impact on your life?


C: Well, in terms of impact, I will have to distinguish the negative and positive impact because no matter how positive and optimistic I am, and however much I genuinely reacted well to what happened to me, being a person with a disability now also had some negative impact... The negative impact doesn't necessarily have to do with the fact that I'm a person with a disability, but with the way society views, receives, perceives and understands the person with a disability. People's view is ableism, their attitude is ableist, the lack of accessibility is ableist, the lack of inclusion and equity is ableist, etc. All of these factors actually have a negative impact on my life because they diminish, marginalise, stigmatise me.


However, the positive impact, which often stems from the negative, also exists and is exponentially greater. The way I perceive the world today is different, I am alert to matters that I was not, I met incredible people, I can work with incredible people, I feel that I have an anti-capacity message to take to the people around me. I usually say that the only thing that the post chair took away from me was the ability to walk, because I gained a lot when I became a person with disabilities, as incredible as this may seem.




Generalising is a mistake, in all cases. Catarina is Catarina and, even though her message is embraced by so many, there will always be someone who doesn't identify with what she says. And that's okay. We all have the right to think the way we think, to have the opinion we do. Personally, I've felt personally attacked by things she said (it's the truth, I wouldn't lie to you). Things that didn't sit well at the time, but that I clearly needed to hear - about the many meanings of the word "hero" and how it can be disabling as one of them. Another thing that seriously bothered me was feeling that I was shrugging my shoulders at things as simple as having a ramp on every flight of stairs in order for it to be able to access buildings. I mean... It's a ramp, it's so simple. And that just opened up a bottomless box, because if we start on the ramps, we go through the adapted accommodations (which are often not at all) and end up in the scarce presence of PWDs in the media, advertising and big screen entertainment (not to mention the hiring of people without disabilities to play PWD roles). Anyway, I could go on... But isn't it then, for all this, very much necessary, to hear what Catarina and so many other PWDs have to say to us? Include them in the conversation and finally give them a seat at the table?




M: If I can convince you that you are a hero to me, would you be able to tell me why? Why would you say you're a hero?


C: Hahaha, well, to me convince is difficult. I think if I'm a hero then we all are. I would say that I'm a hero if I can convince you that I'm not a hero or a warrior just because I'm a person with a disability. You're a hero to me for doing your beautiful work and I can be a hero to you for the same reason. We are all inspired by people with and without disabilities. What we don't want, us disabled people (not speaking for all of us, obviously), is to be brothers-in-law with heroes and warriors for doing everyday things: working, driving, doing sports, dating, taking care of the family, etc. Because there lies the ableism.


In conclusion, I would only say that I'm a hero if I have managed to make you think about this subject, ableism. If I've managed to make you reflect on the discrimination and prejudice that is within us all when it comes to: people with disabilities. I would like to be the hero of the micro revolutions. Micro revolutions? Yes. My words here are my micro revolution. And my hope is that you will take these words and this reflection into your homes, your work, your schools and start your own micro revolution.




Catarina gives me a dose of reality every day; she opens my eyes constantly. And I know that, now that I know her and that I know I can count on her to give me a shake when, perhaps, no one else in my life would give me, I have the perfect notion that I will never leave home without noticing everything decently. what's going on around me.


And that's how I brought you someone I was, for the first time, afraid of how she would interpret the fact that I wanted to honor her as the hero of the month. I learn every day, heroes. And it's not even a question of the politically correct - a controversial topic for another time, it's a reinforcement of the idea that a hero can take many forms and shapes. A hero isn't always a hero for the same reason, because if so, what makes us unique and gives us value would be discarded - and that is not what I intend with this project. I hope you enjoyed meeting my Caly, and that she brings you laughs and lessons in the same way that she brings them to me.


See you soon, heroes!





Links úteis:

— Catarina's Instagram: https://www.instagram.com/especierarasobrerodas/

— "Olhar à primeira vista", Catarina Oliveira, TEDxMatosinhos: https://www.youtube.com/watch?v=yNQkVW_QmlA&feature=youtu.be

— Salvador Association: https://www.associacaosalvador.com/


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