Ary & J.E. João de Deus - Viseu

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Olá, heróis!


Já cá estou outra vez, e trago-vos palavras (e fotografias) cheias de carinho e nostalgia. Pois é, venho falar-vos da última apresentação que fiz do Ary, na sexta-feira passada, dia 8 de fevereiro. E porquê a nostalgia? - perguntam vocês e muito bem. Bom, a verdade é que tive a oportunidade de ir ao Jardim-Escola que eu própria frequentei quando era pequena (dos 3 aos 9 anos), ler e mostrar uma história que eu criei, às minhas primeiras professoras e às novas crianças que por lá estão a passar agora. Foi especial, no mínimo.


Por temas de logística e para que a minha presença não causasse distúrbios nos horários das crianças, em vez de um grupo com quase 150 alunos, fizeram-se dois: um com as turmas do ensino primário (do primeiro ao quarto ano) e outro com as turmas do ensino pré-escolar (os bibes amarelo, vermelho e azul). O desafio, aqui, como tem sido até agora, é sempre adaptar o discurso e a mensagem do projeto de modo a ser o mais apropriado possível para as idades das crianças para quem falo.


Comecei, como tenho andado a experimentar - para tudo ser mais fluído, por perguntar se alguém, no público, gostava de super-heróis. As respostas, como têm sido até agora, andaram à volta do Homem-Aranha, do Batman, da Mulher Maravilha, da Ladybug, etc, o que a mim me dá muito jeito porque assim posso perguntar que pensam sobre a existência de heróis reais e temos uma conversa natural e divertida. Nesta fase, os alunos mais velhos, que frequentam já o ensino primário, deram-me respostas como "o meu bisavô", "o meu tio que é polícia", "o meu primo bombeiro" - tenho que admitir que isto me deixou muito feliz. Com os mais pequenos é preciso ajudar um pouco a conceber a ideia de um herói real, o que é normal e, de certa forma, divertido.


A leitura da história correu muito bem, com pausas para discussão com as crianças sobre o que se estava a passar no momento, o que se iria passar, possivelmente, a seguir e, também, para esclarecer qualquer dúvida que pudesse aparecer a meio da história - isto não só para que a mesma fosse compreendida o mais possível como também para captar/recuperar a atenção do público à medida que a trama se desenvolvia.


No final, deixei cópias do modelo para o workshop criativo com as professoras, para que pudessem solidificar a ideia de heróis reais presentes nas suas vidas quando tivessem algum tempo livre. Ainda tive a oportunidade de ver os da turma do 2º ano, que o fizeram quando terminou a sessão, e faz-me sempre derreter o coração ouvir as histórias e ver onde a imaginação os leva. Também pude ver uma série de desenhos da história do Ary, o que para mim é, talvez, a parte mais surreal de todas as que envolvem este projeto (digo, que algo meu sirva para inspirar trabalhos na escola ou o que seja na vida das crianças).


Voltar a "casa" traz sempre um fluxo cheio de emoções. São tantas, que é só surreal. É surreal que possa estar a fazer o que estou a fazer, e não podia estar mais agradecida. O que me lembra, está na hora de deixar os meus agradecimentos:


Em primeiro lugar, à diretora Joana, naturalmente, pela oportunidade, pela amabilidade, por me fazer sentir em casa e pela extrema organização. Às professoras Cristina, Magda, Carolina, Manuela, Teresa, São e Carla, às educadoras Lurdes e Teresa e à Anabela, à Carla, à Alexandra e ao Nuno, por trazerem tantas memórias e fazerem com que o tempo não passe, durante umas horas. E ao resto do corpo docente agradeço também, por terem estado presentes e serem tão recetivas a este projeto. Depois, quero agradecer ao Tiago, que está sempre lá comigo, por ter feito parte de uma manhã tão especial e, claro, pelas fotografias. Ao meu irmão, Diogo, por ter estado lá, por ter partilhado comigo não só a escola e as memórias, como a volta ao sítio onde crescemos. E, finalmente, ao João Miguel e ao José Pedro, por serem amigos de sempre, de família, e por terem escolhido apoiar-me, também, numa sessão que tanto significa.


E assim me despeço, meus heróis. Com um coração quente e uma mente muito motivada! Falamos em breve :)


Até já, heróis!



_EN

Hi, heroes!


Here I am once again, and I bring you words (and photographs) filled with love and nostalgia. That’s right, I’m here to tell you about the last presentation I did of Ary, last Friday, the 8th of February. And why the nostalgia?, you might ask. Well, the truth is I had the opportunity to go to the kindergarten I went to when I as a kid (from 3 to 9 years old), to read and showcase a story that I created, to my very own first teachers and the children that is right now attending there. It was special, to say the least.


For logistic reasons and so my presence didn’t cause any disturbance in the kids’ schedules, instead of speaking to a group of almost 150 students, we divided them in two: one with the primary school class (from first to fourth grade) and another with the kindergarten classes. The challenge here, as it has been so far, is to adapt my speech and the project’s message regarding the ages of the audience, so that it is the most appropriate possible.


I began, as I’ve been trying out - in order to get things flowing, by asking if anyone in the audience liked superheroes. The answers, as they have been being up until now, were around Spiderman, Batman, Wonder Woman, Ladybug, etc, which was very handy to me since I can, as a follow-up question, ask what are their thoughts on the existence of real heroes and that gets a very fluid and fun conversation going. At this stage, the older students gave me positive answers like “my great-grandfather”, “my uncle who is a policeman”, “my fireman cousin” - I must admit that this made me very happy. With the littlest ones a little help is required in order to get them to understand the concept of real-life hero (which, in a way, is quite fun).


The reading of the story when very well, with pauses in the middle to not only discuss with the children what was going on at that moment and what could happen next, but also to clarify any doubt that might exist - this works in order to get the story to be fully understood and to keep/regain the audience’s attention as the tale unravels.


At the end, I left copies of the hero model with the teachers, the ones I use for the creative workshop, so that the kids could solidify the idea of having real heroes present in their lives when they had some free time. I still had the opportunity of seeing the second grade’s drawings that they did after the session, and it always makes my heart melt when to listen to their stories and witness where their imagination takes them. I was also shown a series of drawings of Ary’s story which, to me is, perhaps, the most surreal part of this project (I mean, that something I made serves as an inspiration for school assignments or anything else in the kids’ lives really).


Going back “home” always brings a flux full of emotions. They’re so many that it is unreal. It’s unreal that I’m able to be doing what I’m doing. And I couldn’t be more thankful. Which reminds me it’s time to leave some words of appreciation:


I want to thank the school’s principal, Joana, for the opportunity, kindness, making me feel I’m home and for the extreme organization. To the teachers, Cristina, Magda, Carolina, Manuela, Teresa, São and Carla, the educators Lurdes and Teresa and to Anabela, Carla, Alexandra and Nuno for bringing back so many memories and making me feel like time hasn’t passed for a couple hours. And to the rest of the faculty members, I appreciate their presence and being so open to learning about my project. Then, I want to thank Tiago, that is always with me, for having been part of such a special morning and, of course, for the photos. To my brother Diogo, for being there with me and for sharing with me not only the school and the memories, but also the return to the place where we grew up. And, finally, I want to thank João Miguel and José Pedro, for being lifelong family friends and for having chosen to be there for me, in such a special occasion.


And with that I say goodbye, with a warm heart and a motivated mind :)


I’ll see you soon, heroes!

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