Os Heróis n'A nossa tarde

[ PT ]


Alguém que me belisque que está difícil acreditar que aconteceu.


A Heróis sem Capa foi à televisão. Os meus heróis foram à televisão. Eu fui à televisão. Bem que o digo e bem que o escrevo, mas não parece real. Para mim, aparecer na televisão sempre foi algo refletor de mérito. Desde que me lembro, vejo pessoas como o meu avô - quem estimo e admiro, a irem à televisão falar de temas tão interessantes e necessários (no caso dele, da ecologia e da biodiversidade), e achava a situação de tal maneira inatingível - porque lá está, para mim, ser convidada para ir à televisão expor uma opinião sempre foi algo ao qual vinha ligado mérito verdadeiro, algo que eu nunca considerei que tinha (e, para ser sincera, os meus contactos não se expandem para esse ramo do mundo profissional ainda). Por isso não me ocorreria, nem pouco mais ao menos, que aos 24 anos ia poder estar sentada num estúdio da RTP a apresentar não só o meu livro, como também os meus heróis da vida real.


Verdade seja dita, ontem não teria acontecido se não fosse pelos esforços da Raquel (Associação Sanfilippo Portugal) e da Vera e do Nuno, ou como são conhecidos aqui no projeto, Vey e Ney (EMA - Escola de Música e Artes), gente cujos corações são do mais bonito que se encontra por aí. Sempre que podem, falam da Heróis como casa deles (que é). É justo também dizer que a produção do programa considerou o projeto especial o suficiente para me ter como convidada. Por isto e por tanto mais, começo 2021 com o coração cheio de gratidão.


É engraçado, tenho uma branca gigante quando penso na experiência. Lembro-me de partes esporádicas, mas não tenho uma memória contínua da minha presença no estúdio. Não sei se isso acontece porque estava uma bela pilha de nervos e ali, no início, deixei que o piloto automático me levasse, ou se porque estava-me a tentar concentrar ao máximo para dizer tudo o que precisava de dizer de forma a que me entendessem - o que gerava o pequeno pânico que me fazia tremer. Lembro-me de me sentar, e de uma rapariga da produção me pedir para tirar a máscara e "esconder" no bolso das calças, e ao ver que não estava inteiramente presente, me disse para não me preocupar, pois dentro de pouco ia deixar de notar em tudo o que estava à minha volta. Obrigada, tinhas razão.


O programa A nossa tarde, da RTP, é apresentado pela Tânia Ribas de Oliveira. Desde o momento em que me sentei no sofá, para minha surpresa, senti-me bem, senti que estava num ambiente convidativo. A Tânia foi muito simpática, senti-a genuína também, e ainda pudemos conversar um bocado antes do programa começar (e sempre que havia uma pausa, eheh). Não tenho uma única má memória do programa - tenho a certeza que me lembraria se tivesse dito alguma asneira. Do que me lembro, sei que a Tânia foi extremamente generosa nas suas palavras e deu-me tempo, também, para poder dizer o que precisava. Fez-me uma publicidade brutal ao livro da Bay, o que foi maravilhoso. Elogiou o meu trabalho e mostrou o website do projeto para toda a gente ver. Como escrevi há pouco, começo 2021 com o coração cheio de gratidão.


Para os mais curiosos, estar num estúdio é engraçado. Pessoalmente, tenho um um bichinho cusco dentro de mim que gosta de saber como é a dinâmica das grandes produções, como funcionam (entre muitas outras coisas), pelo que ver as câmaras e os vários sets dentro do estúdio, as luzes e onde se situa tudo o que se vê no ecrã trouxe-me uma grande satisfação. É verdade que pensar em estar à frente de tanta gente (e das câmaras, principalmente), é assustador. Pelo menos para mim é, mas passado um bocado, confiem em mim, o que está à volta desaparece: é uma conversa agradável num sofá.


Não vi o replay da emissão, que está disponível online (deixo-vos o link no final do post), e não tenciono vê-la - vivam os complexos, mas pelo retorno que tive, acho que me portei bem. Fui coerente e toquei em todas as partes mais importantes do projeto. Contei histórias (como não podia deixar de ser), e agradeci IMENSO. Mas o mais importante, e disto não há sombra de dúvida, foi o facto de ter partilhado esta experiência com os meus heróis. De outra forma não fazia sentido.


O Andy e a família tiveram direito a uma reportagem em casa, para falarem deles e mostrarem ao mundo que merecem toda a atenção que recebem (até mais, honestamente). A minha Cary entrou em videochamada para mostrar o quão bonita é, por dentro e por fora, e para nos ensinar a todos que, com cada fase da nossa vida, saem coisas boas e coisas más, e que o equilíbrio é o que importa. E depois... O momento do programa, a cereja no topo do bolo, o momento em que me surpreenderam (e surpreenderam mesmo, eu não fazia a mínima ideia de que isto ia acontecer): a Joy e a Mafy, a Ty e a sua tribo, o Jony, e a Lexy e o Leny apareceram com vídeos gravados em casa para, uma vez mais, provarem ao mundo que os heróis reais existem. E existem mesmo. Portei-me excecionalmente bem quando me apercebi do que estava a ver, não chorei. Acreditem, bem que queria transformar o estúdio no rio Mafalda, mas consegui controlar (quando cheguei a casa depois lá larguei tudo), e saboreei todas as palavras, todos os testemunhos. Sei que já disse isto várias vezes, mas os meus heróis são os melhores. Ontem esgotei o plafond nacional da palavra "obrigada", mas não tenho culpa que não exista outra mais forte, que carregue mais sentimento. Como hoje é outro dia, obrigada. Obrigada meus heróis. Os que viram o programa, os que depois o procuraram, os que me levaram lá, os que participaram comigo e os que me acompanharam. Dão luz à minha vida. Obrigada.


Depois do programa, fui bombardeada por mensagens no Instagram e no Facebook, por e-mails e até por contactos feitos através do site. Não imaginam o quão feliz me deixam quando tiram um bocadinho do vosso dia para dizer coisas bonitas a alguém. Ontem tive a sorte de ser eu. A grande, grande sorte. E a todos os que foram corajosos para partilhar as vossas histórias comigo, obrigada. Estou aqui para as ouvir e sei que isto é apenas o início de uma maravilhosa história. Keep them coming!


Começámos bem o ano, heróis. Só espero que um pouco da minha energia seja passada para vocês, e que sintam um bocadinho da minha felicidade. Ah, claro, e espero que este projeto vos traga a inspiração que precisam para encontrar o herói dentro de cada um de vocês!


2021, estamos prontos. OBRIGADA!


Até breve, heróis 💛





Links úteis:

— RTP, A nossa tarde, 5 de janeiro de 2021: https://www.rtp.pt/play/p8248/e515942/a-nossa-tarde/894662

— "Um salto para a água", de Mafalda Mota (Loja Heróis sem Capa): https://www.heroissemcapa.com/product-page/livro-um-salto-para-a-%C3%A1gua

— "Um salto para a água", de Mafalda Mota (Cultura Editora): https://culturaeditora.pt/products/um-salto-para-a-agua

— "A minha vida com a minha irmã", de Sofia Marques Vicente, ilustrado por Mafalda Mota: https://sanfilippoportugal.wixsite.com/meusite/product-page/livro-a-minha-vida-com-a-minha-irm%C3%A3




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